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Financiamento imobiliário em Florianópolis 2026: SFH, FGTS e crédito para estrangeiros

Como se financia um imóvel em Floripa hoje: tetos, taxas, FGTS, Minha Casa Minha Vida e o que pode fazer um comprador estrangeiro.

22 junho 2026
3 min de leitura
Financiamento imobiliário em Florianópolis 2026: SFH, FGTS e crédito para estrangeiros

Para a maioria dos compradores, financiar é a decisão que define qual imóvel é de fato acessível em Florianópolis. Em 2025 e 2026 o cenário mudou várias vezes, então vale partir dos números em vigor e não dos que circulavam um ano atrás.

O teto do SFH subiu para R$ 2,25 milhões

O Sistema Financeiro de Habitação (SFH), financiado com os recursos da poupança (SBPE) e do FGTS, é a via com condições reguladas: o custo efetivo total é limitado por lei a 12% ao ano e o prazo chega a 420 meses (35 anos). Em outubro de 2025 o Conselho Monetário Nacional elevou o valor máximo do imóvel financiável pelo SFH de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões em todo o país.

O dado importa especialmente em Floripa: com um preço médio residencial de R$ 12.773/m² em dezembro de 2025 (FipeZap), uma unidade média-grande ultrapassa esse teto com facilidade. Acima do limite, o crédito passa para o SFI (Lei 9.514/1997), onde cada banco define as próprias condições e as taxas costumam ser mais altas.

Taxas, entrada e sistema de amortização

Com a Selic em 15% durante boa parte de 2025, as taxas dos financiamentos habitacionais ficaram em torno de 11%–12% ao ano, indexadas à TR. A Caixa financia até 80% do valor pelo sistema SAC (parcelas decrescentes, menos juros totais) e até 70% pela Tabela Price (parcelas fixas), de modo que a entrada parte de algo entre 20% e 30%. A parcela não deveria comprometer mais do que cerca de 30% da renda familiar.

FGTS: quando e como usar

O FGTS pode ser usado como entrada, para amortizar ou quitar um saldo do SFH e para abater parcelas. As condições centrais: pelo menos 3 anos de contribuição ao regime, não possuir outro imóvel residencial no município (nem em municípios limítrofes ou na mesma região metropolitana) e não ter um financiamento SFH ativo. Em novembro de 2025 o Conselho Curador do FGTS elevou o imóvel elegível também para R$ 2,25 milhões e unificou as regras por data de contrato.

Minha Casa Minha Vida e a "classe média"

A Portaria MCID nº 333 (abril de 2026) atualizou as faixas de renda do programa: até R$ 3.200 (Faixa 1), até R$ 5.000 (Faixa 2), até R$ 9.600 (Faixa 3) e até R$ 13.000 na Faixa 4 ou "classe média". Os tetos de valor do imóvel subiram para R$ 400.000 (Faixa 3) e R$ 600.000 (Faixa 4), com taxas subsidiadas que aumentam conforme a faixa.

E o comprador estrangeiro?

Comprar imóvel urbano não tem restrição de nacionalidade nem de residência no Brasil: o estrangeiro tem os mesmos direitos que um brasileiro e só precisa de um CPF (que pode obter em um consulado). O financiamento, por outro lado, depende da política de cada banco — alguns exigem visto ou residência e comprovante de renda. As restrições reais são para terra rural (Lei 5.709/1971) e a faixa de fronteira; o solo urbano de Florianópolis está, em geral, livre.

Fontes

  • Caixa Econômica Federal — novo teto do SFH e condições de crédito (out. 2025).
  • Ministério do Trabalho e Emprego / gov.br — FGTS para imóveis de até R$ 2,25 mi (nov. 2025).
  • Secom / Ministério das Cidades — Portaria MCID nº 333, faixas do Minha Casa Minha Vida (abr. 2026).
  • Banco Central do Brasil — Resolução CMN 4.676/2018 (marco do SFH); Nota Técnica SAC vs Price.
  • Abecip — financiamento para residentes no exterior; Lei 5.709/1971 (terra rural).
  • FipeZap — Informe de dezembro de 2025 (preço médio em Florianópolis).