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Previsão do mercado imobiliário de Florianópolis para 2026: crédito, Selic e novos produtos

A queda projetada da taxa Selic, um crédito imobiliário em expansão e um Plano Diretor restritivo desenham um 2026 de demanda firme na ilha.

05 junho 2026
2 min de leitura
Previsão do mercado imobiliário de Florianópolis para 2026: crédito, Selic e novos produtos

Depois de vários anos de forte valorização, Florianópolis encara 2026 com uma pergunta central para compradores e investidores: o que vai acontecer com o custo do crédito e com a demanda? Os sinais dados pelas entidades do setor apontam para um ano de demanda firme, mas com um ritmo mais dependente da política monetária do que no passado recente.

A Selic, em trajetória de queda

O fator macro mais relevante para 2026 é a taxa Selic. Ela encerrou 2025 em 15% e o mercado projeta uma queda gradual para a faixa de 12% a 12,5% até o fim do ano, segundo as expectativas reunidas pelo Banco Central (Boletim Focus). Não é um detalhe menor: cada ponto percentual de redução pode aliviar em até 8% o valor das parcelas de um financiamento, ampliando o acesso ao crédito justamente no segmento da classe média.

Um crédito imobiliário em expansão

O financiamento imobiliário no Brasil alcançou cerca de R$ 324 bilhões no último ano, e a projeção do setor aponta para um crescimento até perto de R$ 375 bilhões em 2026. O mercado nacional cresceu cerca de 10% em 2025 e espera que a queda da Selic estimule novos lançamentos. Mais crédito disponível e mais barato tende a sustentar a demanda.

Por que Florianópolis se move com dinâmica própria

Ainda assim, a ilha não depende apenas do crédito. Seu Plano Diretor limita a verticalização excessiva e a geografia restringe o solo urbanizável: a demanda supera de forma estrutural a oferta. Por isso Florianópolis costuma se mover com uma dinâmica própria, em boa medida descolada da média nacional, sustentando seu valor mesmo em ciclos adversos.

Os produtos de 2026: eficiência e bem-estar

Do lado da oferta, o setor antecipa uma mudança de foco no tipo de produto. Seguindo as diretrizes do Sinduscon-SC, os lançamentos de 2026 dão ênfase à eficiência energética e ao conceito de moradia voltada à saúde e ao bem-estar — mais áreas verdes, melhor ventilação e certificações de sustentabilidade.

Leitura para o comprador e investidor

O cenário-base para 2026 combina um crédito mais acessível à medida que a Selic cai, uma oferta estruturalmente limitada e um produto de qualidade crescente. A consequência provável é a continuidade da demanda, com valorização mais moderada do que nos picos recentes, porém firme. Vale acompanhar de perto o calendário da Selic e a qualidade construtiva de cada projeto.

Fontes

  • CBIC — Câmara Brasileira da Indústria da Construção: perspectivas do mercado imobiliário para 2026.
  • Sinduscon-SC — diretrizes de eficiência energética e produto para 2026.
  • Banco Central do Brasil — Boletim Focus (expectativas da Selic).
  • Índice FipeZAP / Abecip — financiamento e preços residenciais 2025–2026.