RE/MAX BRIDGE

Temporada de verão 2025/2026 em Florianópolis: números do turismo e o que eles deixam para o investidor

A ilha projetou 3 milhões de turistas e ocupação hoteleira perto de 98%, mas o verão fechou abaixo do esperado. O que dizem os dados.

30 maio 2026
2 min de leitura
Temporada de verão 2025/2026 em Florianópolis: números do turismo e o que eles deixam para o investidor

O verão é o motor econômico de Florianópolis. A temporada oficial vai de 15 de novembro a 15 de maio e concentra boa parte das receitas do comércio, da gastronomia, da hotelaria e, claro, do aluguel de temporada. A 2025/2026 deixou um resultado de duas faces que vale olhar de perto.

As projeções: 3 milhões de turistas

As entidades do setor e os órgãos públicos projetaram que a capital receberia cerca de 3 milhões de turistas — chegando de avião, ônibus ou carro — ao longo da temporada. Nos dias próximos ao Réveillon, a ocupação hoteleira chegou a beirar 98% da capacidade, segundo a ABIH-SC.

A realidade: um verão abaixo do esperado

No entanto, os números reais ficaram abaixo das expectativas. Santa Catarina perdeu turistas na alta temporada, com queda no consumo e certa frustração entre os comerciantes. A própria prefeitura reconheceu uma temporada aquém do previsto.

O fator argentino

Boa parte da explicação está no turismo argentino, tradicionalmente decisivo para a ilha. Sua participação no fluxo caiu de forma acentuada — em torno da metade em relação a temporadas anteriores —, afetada pelo câmbio e pela conjuntura econômica do país vizinho.

Florianópolis segue no radar global

Apesar do tropeço sazonal, a marca do destino se mantém forte. Estudos da Embratur mostram Florianópolis crescendo em buscas e figurando entre os destinos mais reservados de 2026, com um perfil de visitante cada vez mais internacional.

Leitura para o investidor de temporada

O dado deixa uma lição clara para quem investe em aluguel de temporada: a ocupação pode ser altíssima nos picos, mas também volátil e dependente de um mercado emissor específico. Diversificar a origem dos hóspedes, cuidar da qualidade do imóvel e projetar a rentabilidade com premissas conservadoras — sem presumir um verão recorde todos os anos — é a estratégia mais sólida.

Fontes

  • ABIH-SC — Associação Brasileira da Indústria de Hotéis em Santa Catarina (projeções e ocupação).
  • Embratur — estudos de demanda e destinos mais reservados 2026.
  • Prefeitura de Florianópolis / Santur — balanço da temporada 2025/2026 (imprensa regional).